
Estou a querer um café!
As conversas têm mudado de tema. A vida alterou a minha intensidade.
O calendário não tem esperado por mim e eu não tenho esperado por ele.
Aparentemente poucas coisas mudaram, mas os meus olhos têm visto tudo de pernas para o ar, inevitavelmente, diferente.
Estou a andar num carrossel que não me enjoa.
Até a boca está diferente, seja da fome ou da vontade de comer.
As mãos essas estão iguais, vazias, a quererem um café.
Afinal de contas isto é tudo por causa da chuva.
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